A Matemática na Fachada do Colégio Arquidiocesano, Localizado na Rua Alvarenga
Milton Rosa, Geraldo Cesar de Figueiredo, Daniel Clark Orey

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aqui para ver:A Ciclóide no Winplot
Considere um
círculo de raio a rolando sobre o
eixo x, assim temos que um ponto fixo deste círculo descreve uma ciclóide. Suponhamos que no instante ‘t
= 0’ o ponto P do círculo coincida
com o ponto O (origem do sistema de
coordenadas xy). E, considerando a aplicação diferenciável α dada por α(t) = (x(t), y(t)),cujo traço é uma
ciclóide e analisando a figura abaixo (que esboça
como se constrói a ciclóide);
podemos obter a equação paramétrica de α.

Temos que:
i) ![]()
Logo, ![]()
ii) ![]()
Logo, ![]()
Portanto, de i) e ii), a equação procurada é dada por:
![]()

A parábola é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes a uma reta
fixa r (denominada diretriz) e a um
ponto fixo F (denominado foco). Assim, por exemplo, no caso particular em que F
= (0,1) e r: y = -1; temos que:

![]()
![]()
![]()
![]()


Generalizando, se o foco F de uma parábola pertence ao eixo y e a diretriz r é paralela ao eixo x distando-se p unidades deste eixo, a parábola resultante é dada por:
![]()
E sua representação gráfica é:

Observação:
Uma parábola com foco F e diretriz r é simétrica em relação à reta s (denominada eixo de simetria ou simplesmente eixo a parábola), que passa por F e é perpendicular a reta r.
![[Maple Plot]](image041.gif)
O vértice da parábola é definido como sendo o ponto V onde a parábola intercepta o seu próprio eixo. Se F ' é a projeção ortogonal do foco de uma parábola sobre a sua diretriz, então o seu vértice é o ponto médio entre F e F '. (devido à própria definição de parábola, pois se V não fosse ponto médio do segmento FF’, então V não pertenceria à parábola).
Uma parábola pode ter concavidade para cima, para baixo, para a direita, ou para a esquerda. Estas situações são ilustradas graficamente a seguir, onde o vértice está na origem do sistema de coordenadas e a distância do vértice ao foco é p. As equações correspondentes podem ser determinadas considerando-se as simetrias envolvidas:
![[Maple Plot]](image043.jpg)
![]()
![[Maple Plot]](image046.gif)
![]()
![[Maple Plot]](image049.gif)
![]()
![[Maple Plot]](image052.gif)
![]()
A Catenária é a curva descrita por uma corda suspensa pelos seus extremos e que se encontra submetida a um campo gravitacional uniforme. A palavra deriva do latim catenarius, propio de la cadena.

Em Matemática se denomina catenária aquela curva descrita por uma corda ideal (perfeitamente flexível, com massa desprezível), suspensa pelos seus extremos e submetida apenas a ação de um campo gravitacional uniforme.
Os primeiros matemáticos que
abordaram este problema supuseram que a curva era uma parábola. Huygens, aos 17 anos, demonstrou a não
veracidade desta suposição, contudo não encontrou a equação desta curva. Esta
equação foi obtida por Leibniz, Huygens e Johann Bernoulli em 1691,
como resposta ao desafio proposto por Jakob Bernoulli. Huygens foi o primeiro a
utilizar o termo catenária numa
carta escrita para Leibniz em 1690.
A equação da catenária é dada por:
![]()
Agora, o desenvolvimento em
série de Taylor da função
nos fornece;
![]()
que corresponde a equação de una parábola acrescida de um termo de quarta ordem.. Por este motivo que os gráficos são bem similares em torno do zero.
A seguir temos algumas curvas
catenárias representadas em um único sistema de coordenadas cartesianas;
Um
pouco sobre as funções hiperbólicas
As funções hiperbólicas são: seno, co-seno, secante, cossecante, tangente e cotangente hiperbólica. Estas funções têm grandes aplicações no estudo dos números complexos. Aqui faremos referência apenas às funções seno e co-seno hiperbólicos, onde as relações das funções com as exponenciais são dadas por:
e
. Onde define-se; ![]()
Observação:
O número irracional
vale aproximadamente 2.71828.
A função
é positiva (qualquer que seja o valor de x),
enquanto que a função
é positiva para parâmetros reais positivos
(i.é., x > 0) se anula para ‘ x = 0’ e, é negativa para parâmetros reais
negativos (i.é, x < 0).
Graficamente temos:

Também, é fácil verificar que:
3.. o par
satisfaz a equação da hipérbole
(daí a denominação: funções
hiperbólicas!).
Conclusão:
Observando o desenho arquitetônico da fachada do referido
colégio buscamos relacioná-lo a algumas curvas: primeiramente enunciamos a
similaridade que parece existir entre os contornos e a ciclóide (isto quando a fachada
é vista num todo); a seguir, analisando estes contornos separadamente,
enunciamos que estes se assemelham a uma curva parabólica ou à catenária.
Ressaltando que quando visualizamos tais contornos separadamente temos apenas
um pequeno segmento da curva, daí a similaridade parece existir tanto a uma
parábola quanto a uma catenária.
Referências
bibliográficas:
http://www.mat.uc.pt/~picado/geomdif/anima/cicloide.html
http://www.dmm.im.ufrj.br/projeto/precalculo/geo1.htm
http://www.ime.usp.br/~martha/mat2453-2002/catenaria/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caten%C3%A1ria