O seguinte artigo pode ser encontrado na edição de janeiro de 1998 em Teaching Children Mathematics publicado pelo conselho nacional dos professores de matemática (NCTM) nos Estados Unidos (National Council of Teachers of Mathematics).
Em Minha Opinião: Matemática para o século 21
Daniel C. Orey, Ph.D.
Universidade Estadual de California em Sacramento
A instrução é um processo, e não apenas um evento. Este axioma manifesta um movimento de reforma importante como o descrito pelos Padrões de NCTM para a Escola de Matemáticas (1989), que apresenta padrões delineados para aprimorar a instrução da matemática nas escolas e avançar nossos jovens para um futuro cada vez mais exigente. Ao adotar tais reformas, o estado e os administradores escolares distritais têm uma oportunidade crucial de juntarem-se a outros líderes progressistas que estão determinados em reverter as tendências negativas no que toca o êxito académico estudantil.
Através da implementação dos Padrões, a tendência declinante traçada no Terceiro Estudo Internacional de Matemática e da Ciência (TIMSS) poderia mudar de direção. Em realidade, a evidência sugere que os estudantes que tem obtido sucesso acadêmico são aqueles que têm aprendido a matemática por meios pelos quais o NCTM denomina de Padrões. Os dados do TIMSS de estudantes de oitava série demonstram que um número demasiadamente grande de estudantes americanos estão muito atrás de seus colegas de mesma série em muitos outros países no que se refere as habilidades matemáticas aplicadas que são vitais para resolver problemas de cunho pragmático e do nosso dia-a-dia. O crescimento exponencial da alta tecnologia e baseado nas matemáticas no meio de trabalho ressalta os riscos inerentes nesta lacuna critica do conhecimento. Assim que os estudantes americanos, incapacitados de usar a matemática - e não apenas a aritmética - para congregar fatos isolados de uma forma coerente e útil, entrarem na força de trabalho do século 21, se verá uma diminuição da qualidade do padrão de vida americano, como também dos produtos feitos e dos serviços prestados por eles , num mercado mundial cada vez mais competitivo.
Entre as muitas respostas míopes ao declínio da performance académica dos estudante nos Estados Unidos se inclui uma em que se está conclamando a todos ao toque de clarim por um retorno aos "princípios básicos " -- rotinas de memorização, exercícios de repetição, e testes de paralisação mental que mais freqüentemente diminuem o desempenho e provocam uma aversão por toda vida como também uma ansiedade `a matemática nas crianças. Para muitas das pessoas que aprenderam matemática usando os métodos anteriores, a matemática, em vez de servir como uma ferramenta valiosa para se obter metas e objetivos pessoais, se tornou rapidamente irrelevante `as suas vidas. Um retorno aos anos de 1950, pré-Sputnik, a maneira tradicional de instrução da matemática não é o que NCTM está requerendo, nem o que os dados de TIMSS refletem o que devemos fazer.
A matemática oferece muito mais do que mera tabelas, símbolos, fórmulas, e abstração para serem armazenados mentalmente e repetidos como papagaio. A habilidade de pensar matemáticamente faz com que seja possível destilar e decompor problemas complexos em elementos compreensíveis e assim criar soluções claras, eficazes, e até mesmo originais. Este tipo de pensar é essencial ao trabalho contínuo nas ciências, na engenharia, e em muitos outros campos, incluindo-se nas artes e nas ciências humanas. Quando nós usamos uma rodovia, viajamos de avião ou de trem ou andamos de elevador num alto de um arranha-céus, nós precisamos saber que as pessoas que construíram estas maravilhas tecnológicas sabiam muito mais do que apenas os "princípios básicos". Para realizar este nível da criatividade, uma vez tiveram acesso as ideias magnânimas inerentes a matemática. Todos fomentadores destas maravilhas aprenderam a se converterem em grandes solucionadores de problemas.
As crianças que crescem para se tornarem estes mesmos grandes solucionadores de problemas devem passar por experiências bem sucedidas no uso de ferramentas matemáticas e de técnicas que permitem à elas a oportunidade de usar os "princípios básicos" para praticar a maneira de como resolver problemas realísticos, como também problemas que se aplicam a vida cotidiana e a comunidade donde vivem. Muitos de nós observamos que as crianças que são incrivelmente proficientes em jogos do tipo como Nintendo têm problemas sérios nas aulas de matemática. Por que se nota este fenómeno? Pôde ser possível interpretar muitos dos dados de TIMSS e dos Padrões como que nos dizendo que o tipo de matemática que as crianças aprendem na sala de aula é freqüentemente de um tipo diferente daquele encontrado no mundo real. Os participantes de jogos de computador e os solucionadores de problemas não se importam com a prática repetida porque estão engajados no " problema " -como se realmente assim fosse - e estão envolvidos em encontrar uma solução para tais problemas. Parker (1993, 5) descreveu diferentes culturas matemáticas que nós experimentamos -- a matemática da escola contra a matemática como uma disciplina. As atividades relacionadas a matemática vividas por muitas crianças na escola são freqüentemente de uma natureza muito diferente daquelas encontradas fora da escola. TIMSS nos diz que muitas das crianças americanas experimentam a matemática sem ver as conexões e as idéias que permitem a matemática transformar-se em algo de valor ou de beleza e de magnitude.
As reformas na matemática não representam um movimento distante dos princípios básicos - longe disso. Pelo contrario, os padrões de NCTM pedem que tenhamos altas expectativas com relação a nós mesmos, com relação aos nossos estudantes, e com relação a nossa comunidade. Para se obter sucesso no mundo de amanhã, nós todos devemos ter habilidades aritméticas excelentes, soma-se a isso a habilidade de raciocinar e pensar logicamente, adicione-se a isso também as habilidades no uso da tecnologia para obter vantajosamente acesso a informação, somando-se também a habilidade de comunicar estas descobertas . Em vez de pedir de menos de nossos estudantes e de nossa comunidade, os Padrões requerem muito mais. Grandes pensadores e solucionadores de problemas matemáticos confiam e se sentem relaxados usando matemática nos seus dia-a -dia. A natureza extremamente séria e complexa dos desafios que enfrentam a próxima geração do século 21 permanece de uma grande maneira imprevisível; todas as crianças merecem apoio, tanto quanto apoio emocional como material, a fim de se tornarem pensadores magnânimos e solucionadores de problemas. O número atual de mudanças tequenológicas e sociais asseguram virtualmente a obsolência de uma educação limitada em matemática neste começo do novo século .
No momento que os americanos herdam os problemas persistentes e provocantes do século 21 que parecem desafiar soluções atuais, o direito inato de nossas crianças deve de incluir uma educação que enfatize - na verdade balanceie - ambas as habilidades básicas e a aplicação desse conhecimento para gerar soluções eficazes. Os legisladores na área educacional necessitam criar uma visão destemida e demonstrar firmeza ao captar esta oportunidade única que nos permitirá preparar todas as nossas crianças para os desafios que estão diante delas.
National Council of Teachers of Mathematics (NCTM). Curriculum and Evaluation Standards for School Mathematics. Reston, VA.: NCTM, 1989.
Parker, Ruth E. Mathematical Power: Lessons from a Classroom. Portsmouth, N.H.: Heineman Educational Books, 1993.
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Reprinted and transalted with permission from TEACHING CHILDREN MATHEMATICS, Copyright January 1998 by the National Council of Teachers of Mathematics (www.nctm.org). All rights reserved.
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